Desejo
Postado por
Fernando Duarte
, at 12:56, in
Recrio letras, invento costumes, sou assim eloquente no meu jeito de ser.
Se for, é se ver como se é, então me considero feliz por saber que posso ser o que quiser. Quem podes me impedir de versos ditar, a letra arde em meu nome só assim posso sonhar.
Ontem passou-se, hoje já é tarde, se vai ao longe como simples carruagem.
Divirto-me com pensamentos impróprios, me deleito no mar de nostalgia.
O que revela-se por fora, no meu íntimo é simples poesia.
Cantas, cantas, como um lírico sabiá em harmonia, o som que repele é para teu ouvido como som de muitos rios.
Já sinto meu eu que esconde-se como criança, atribuo meu dom a uma espécie de esperança.
Meus desejos me angustiam, desejando o desejar,
o que quero nunca acaba, por eu não realizar.
E se realizo o que desejo, ainda sim vou desejar.
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