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Sentidos

Escrevo-te estas mal traçadas linhas meu amor
Porque veio à saudade visitar meu coração
Espero que desculpes os meus erros, por favor,
Nas frases desta carta que é uma prova de afeição.
Talvez tu não a leias, mas quem sabe até darás
Resposta imediata me chamando de "Meu Bem"
Porém o que me importa é confessar-te uma vez mais
Não sei amar na vida mais ninguém.
 Tanto tempo faz que li no teu olhar
A vida cor-de-rosa que eu sonhava
E guardo a impressão de que já vi passar
Um ano sem te ver, um ano sem te amar.
Ao me apaixonar por ti não reparei
Que tu tivesses só entusiasmo
E para terminar, amor assinarei.
Do sempre, sempre teu...,
Meu amor, meu amor...”
Escrevo, escrevo... Tento colocar no papel sentimentos profundos de tal forma, que não penso, vou escrevendo tentando de alguma forma explicar o amor. Esse amor não está nos meus planos agora, quero desejar-te tudo que nunca pude dar-te. A minha alma andas inquieta e angustiada, sofro como louco como quem perde os sentidos. leio frases interrompidas, ouço músicas solitárias, tudo para não mergulhar na nostalgia de viver o mesmo. A minha  vida agora é uma interrupção de dois corações que partiram sem se despedir, abandonaram os laços da apostasia, entregaram-se as algemas da solidão, perderam os sentidos como se sentidos fosse a única forma de estarmos aqui para lembrar o que se perdeu. A vida não faz o menor sentido se não entregarmo-nos aos devaneios do amor, e onde estará este tão lindo amor, porque se foi sem ao menos dizer-me adeus, onde estará aquele brilho que iluminava a minha vida sem sentido. Lembranças se perderam como folhas de outono que cai para dar lugar a outras que anunciam a primavera. Para dizer-te a verdade interrompi fases de fases que vivi. Aprendemos que tudo nunca mais será como antes, como se fosse normal começar de novo o que um dia foi novo. Esse infortúnio abre-me espaço para ir à busca da supremacia natural do amor que cresce à medida que nos entregamos a ele, algumas coisas não mudam tão depressa. Ignora-me por completo, avisa-me que não irá voltar e deixarei de procurar-te. Deixo minhas frases em reticências, descubro que existe um mar de solidão a minha volta, adentro desbravando como desbravador que sou em busca de uma solução adequada aos meus anseios. A linha do tempo se perdeu com o vento que passas e leva tudo que já não faz sentido, e por falar em sentido, os meus cinco tornam-se como um, concentro-me em comprimir a imensidão de sentimentos abstratos e reais que se misturam como fogo, arde, queima, e transforma-se em cinzas. A minha alma que mesmo armada não se defendeu dos atentados da paixão. Puderas compreender-me o quanto estou eu a senti-la sem tocar-te, abro mão de tudo para tudo lhe dar, alcanço o inalcançável, atinjo o inatingível, desfaço laços que amarram a beleza como supérfluo objeto desejado, atribuo essa tão pobre escolha a uma fraqueza espirituosa sem sentido algum, sendo cristalizado dentro de mim a real e verdadeira sutileza dos gestos e movimentos que fazes sem perceber, como também ficaram marcados os suspiros de prazer, arrepios de excitação, olhares intensos. Digo-te que não me confundo com o amor profundo que retorna a tona para respirar.

Trecho da cabeça
A carta - Renato Russo e Erasmo Carlos

1 comentários:

Alê disse...

Escrevas, divague, coloque seus sentimentos e impressões e registre todas as maravilhas do 2012 que nos alcança,



Bjkas

 

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